Homeopatia
6.03.2009 / Temas & ArtigosHomeopatia para todos:
saiba mais, esclareça as suas dúvids: energia.3000@hotmail.com
ÍNDICE
Capitulo 1 – O Que é a Homeopatia?
Quais as maleitas que não podem ser tratadas pela Homeopatia?
Capitulo 2 – Os homeopáticos são seguros? Como actuam?
Capitulo 3 – Como se escolhe o medicamento homeopático?
Capitulo 4 – Individualização
Capitulo 5 – Conceito de saúde
Capitulo 6 – Fontes dos medicamentos homeopáticos
Capitulo 7 – Introdução à prática da homeopatia
Diferente totalidade de sintomas
Capitulo 1 – O que é a Homeopatia?
Homeopatia é a nobre arte de curar de medicina racional baseado no princípio da cura pelo semelhante, que significa que a substância que pode causar certos sintomas na pessoa saudável pode curar sintomas semelhantes numa pessoa enferma. A homeopatia ajuda e estimula as defesas e sistema imunitário do próprio organismo. Foi descoberta pelo médico alemão Dr. Samuel Hahnemann entre 1792 e 1842. (ver artigo sobre a origem da homeopatia)
Homeopatia (Gr. homoios-semelhante e pathos-sofrimento) é reconhecida como inócua por não conter aditivos químicos.
O praticante de homeopatia considera a totalidade dos sintomas da pessoa. Elege então o medicamento que provocou sintomas mais semelhantes na pessoa sã. Este medicamento é dado em doses sub-tóxicas ou normalmente potencializado para se tornar mais eficaz.
Quais as maleitas que não podem ser tratadas pela Homeopatia?
É sempre uma ferramenta a usar nos casos “incuráveis”, os limites da homeopatia são:
- Grandes alterações estruturais patológicas
- Baixa vitalidade do paciente
- Manter o causal próximo da enfermidade
Quando a cura não é possível, melhora-se a qualidade de vida e dor do paciente. Nos dias de hoje assistimos a experimentação consentida em casos ditos irrecuperáveis com resultados a considerar. Entre os profissionais estamos bastante entusiasmados com o resultado de muitos colegas que conseguiram revitalizar pessoas hospitalizadas, em coma e o medicamento foi dado com consentimento dos familiares e médicos. Houve casos de insucesso, normalização de valores bioquímicos e… alguns acordaram.
Capitulo 2 - Os homeopáticos são seguros? Como actuam?
Sim, a dose é sub-clínica (potencializada), não têm aditivos de químicos ou colorantes, não têm reacções adversas. Não têm efeitos secundários (alopáticos) e não causam danos estruturais. Podem ser dados às crianças e grávidas. Só são inócuos com aconselhamento profissional. Caso esteja a auto-medicar-se tenha em atenção:
- Não tente tratar uma situação crónica
- Para uma situação aguda recorra a 12 – 15 – 30 CH e consulte o mais rápido possível o seu homeopata antes de repetir a dose ou se não obteve resultado imediato. A homeopatia resulta o homeopata é que por vezes não. O medicamento homeopático é então seguro.
O medicamento homeopático actua optimizando a função imunitária do paciente. Devido à sua natureza mais subtil que a energia miasmática activa absorve-a, actua no nível da causa da doença (mental) quando prescrita na potência igual ou superior a 30 CH.
Capítulo 3 – Como se escolhe o medicamento homeopático?
- Tomar o caso: apresentação de todo historial clínico do paciente ao clínico durante a consulta
- Matéria Medica: Colectânea registada das provas homeopáticas
- Reportório: Dicionário que contém índice de sintomas, cada sintoma é seguido de todos os medicamentos que produziram esse sintoma durante a prova.
- Prova: processo (duplo cego) no qual uma substância é dada a um grupo de pessoas saudáveis e sensíveis, os sintomas resultantes são então apontados.
Quando o paciente apresenta-se ao homeopata, este investiga e tenta saber o máximo dos pormenores dos sintomas mas também das peculiaridades da pessoa.
As perguntas não abarcam apenas o nome da patologia, mas também os seus factores de agravamento e melhora (modalidades), causal, constituição mental e física. Este processo exaustivo para ambas as partes pode demorar algum tempo mas é a base da homeopatia bem praticada.
O fundador do nosso sistema aconselha a nunca interromper, deixar o paciente falar sobre tudo e só interromper unicamente para pedir para este falar mais devagar ou para repetir um ponto que o terapeuta não conseguiu anotar. Após esta escuta atenta o homeopata investiga cada um dos pontos que apontou até conseguir formar uma imagem clara do caso. É só depois que pode reportar brevemente algum ponto duvidoso com a memória que possui da matéria médica.
Numa situação aguda, a experiência e leitura rápida do homeopata sobrepõe-se a todos estes procedimentos. Por vezes apenas poucos sintomas podem ser suficientes para medicar (Cruz de Hering) tendo sempre em vista que tem de haver acompanhamento posterior.
Capítulo 4 – Individualização
Individualização é processo de diferenciação de uma pessoa de um grupo similar de pessoas. É uma condição essencial em homeopatia, a condução da anamenese e o delinear da terapêutica homeopática e auxiliar são exemplos disso.
Em todos os casos o paciente relata e o homeopata classifica dois tipos de sintomas:
- Os que são comuns à patologia (patognomónicos, ex: ardor esofágico na gastrite), ajudam a traçar um possível diagnóstico, prognóstico e evolução do caso (alopático);
- Os que são incomuns (ex: ardor que melhora pelo calor) ajudam individualizar e eleger um medicamento (homeopático).
A consulta de análise de vitalidade deveria de abarcar estes dois aspectos. O homeopata não trata doenças, cura doentes ou seja, individualiza.
Capítulo 5 – Conceito de saúde
O que é a saúde e como a definimos?
1) Saúde é um estado de sentir-se livre de todo o incómodo
2) Harmonia com todos os órgãos e sistemas do nosso corpo
3) De plenitude de energia a cada momento da nossa vida.
Encontramos aqui conceitos interessantes. Saúde é um estado primário, não pode ser visto em função de um fenómeno secundário (incómodo). Estar livre de todo o incómodo nomeável é saúde? Existem milhares de pessoas que não possuem incómodos nomeáveis e que não se sentem plenas de saúde. Alguém que exiba as suas jóias a pessoas sem-abrigo pode ser considerado saudável? Alguém que viva numa mentira constantemente será considerado saudável?
Saúde é um estado importante. Muitas pessoas que não apresentam queixas então bastante doentes e muitas que sofrem muito podem estar a momentos de recuperação de saúde. Saúde é não apenas a ausência de doença, de trabalho harmonioso dos órgãos ou ter apenas “bons” pensamentos. É um conceito abrangente, não apenas a pessoa que vemos mas também a que sentimos e a sua forma de relacionar com os outros e com as adversidades da vida. Saúde é tripla: Mental, Emocional e Físico.
· Do ponto de vista mental:
Mental refere-se à capacidade de perceber, compreender, pensar, discernir e relembrar, as faculdades intelectuais e racionais. Pensemos juntos, vamos relembrar todos os que conhecemos que têm julgamentos pré-concebidos perante estranhos, pessoas cujas percepções são normalmente incorrectas, relembremos as pessoas que têm de ser explicadas várias vezes para executar tarefas simples, relembremos as pessoas que antes de agir não reflectem ou reflectem de forma excessiva, pessoas que tomam decisões erradas apesar de conseguirem ter alguma percepção da sua situação, as crianças na escola que são incapazes de reter alguma parte do que aprendem na escola, as pessoas que constantemente procuram as chaves apesar de as terem dentro do bolso.
Nem todos estão afectados mentalmente, mas muitos podem estar. Nem todas as pessoas têm a mesma capacidade mental, mas com queixas repetitivas de disfuncionalidade podemos investigar se existe algum início de alteração da função mental normal. O nosso conceito debruça-se sobre a alteração de comportamento e não só nos casos de internamento em instituições, apesar de poderem estar relacionados.
Saúde mental é ver a realidade como ela apresenta-se em vez de projectar os nossos medos e expectativas, estar inserido e activo no meio envolvente em vez de ficar isolado e passivo. Ter a noção das regras da sociedade de certo e errado. Ter a capacidade de recordar a informação recolhida pelos sentidos e aprendizagem. A única medida eficaz é a comparação com a sociedade envolvente considerada saudável.
Alopaticamente, não se considera a pessoa mentalmente insana se não for possível atribuir-lhe um diagnóstico conhecido. Enquanto a queixa física é logo valorizada, as queixas mentais são consideradas “desvios” ao comum das pessoas na sociedade.
· Do ponto de vista emocional
O nosso cérebro é responsável pelos processos mentais e emocionais, então estes estão muito relacionados. Mesmo para uma pessoa experiente torna-se difícil discernir ambos. Pedagogicamente referimos que as emoções também são reacções neuro-hormonais que ocorrem como resposta a estímulos mentais e físicos, que por sua vez alteram o plano mental e físico. Todas as emoções que sentimos (medo, raiva, mágoa, alegria) são apenas algoritmos primitivos processados para gerar uma resposta no nível mental e físico.
A reacção emocional depende de dois factores: a atenção inconsciente e a nossa educação social. A atenção inconsciente é um reflexo mental inato. Uma criança grita e chora sem o ter aprendido, é inato. O segundo factor é a aprendizagem, através do convívio social aprendemos a retribuição dos estímulos positivos e negativos. No exemplo em que alguém abusa de nós, a nossa mente classifica essa ofensa com base na nossa aprendizagem social. A pessoa emocional saudável pode:
- Demonstrar as suas respostas emocionais em função dos estímulos apropriados
- Ser capaz de exprimir as suas emoções (e os pensamentos gerados desse resultado)
- Ser capaz de regular a resposta mental e emocional, geradas pela emoção
· Do ponto de vista físico:
É o mais fácil de definir e o de maior complexidade em percepção. Saúde física pode ser definida como a integridade de todas as partes anatómicas e o funcionamento harmonioso das partes fisiológicas, refere-se então:
- Que todas as partes do corpo estejam presentes
- Nenhuma das partes está enferma
- Todas fazem apropriadamente as suas funções fisiológicas
- Todas as partes trabalham harmoniosamente entre si
Esta ideia apesar de complexa é muito superficial, não contempla por exemplo as alergias sazonais. A pessoa está fisicamente óptima, com exames bioquímicos normais até a mudança de estação quando se revela a susceptibilidade. Acrescentamos:
- A integridade funcional e anatómica do sistema tem de manter-se baixo stress moderado.
Vamos analisar a frase: “ Não estar doente não é sinal de saúde. “
É um fenómeno normal ter ocasionalmente uma constipação, febre ou mesmo mal-estar gástrico na forma leve e passageira. O bom homeopata não interrompe a constipação que permite limpar o organismo de toxinas desde que não seja muito grave e não possua terreno para isso. A enfermidade leve e temporária de forma ocasional é até salutar para a adaptação do sistema imunitário.
O fundador do nosso sistema observa que o doente muito crónico nunca tem ataques agudos e que as pessoas de constituição física muito forte manifestam a queixa do ponto de vista mental e emocional, passam para um estado sub-clínico de difícil observação mas não menos grave.
Capítulo 9 – Fontes dos medicamentos homeopáticos
Os medicamentos homeopáticos são originário de todos os reinos existentes, onde a Natureza tiver feito nascer um veneno existe potencial homeopático. Plantas, minerais, animais, formas de energias… Por vezes até são preparados medicamentos com tecidos enfermos. É a única terapia que consegue usar todas as formas de matéria e energia para uso de cura. Os venenos realizam o seu propósito ao tornarem-se homeopáticos. Exemplos:
Plantas - Aconitum napellus, Arnica montana, Belladona, Chamomilla, Chelidonium, Drosera, Dulcamara, Euphrasia, Hyoscyamus, Pulsatilla, Gelsemium, Allium cepa, Cinchona officinalis, Baptisia tinctoria, Rhus tox, Digitalis, Oleander, Thuja, Lycopodium Calendula, Coffea, Nux vomica, Agaricus muscaris, Aloe, etc.
Animais - Apis mel, Blatta orientalis, Culex, Tarentula, Cantharis, Sepia, Carbo animalis, Lecithin, Lac caninum, Vipera, Lachesis, etc.
Minerais - Aluminum, Argentum, Aurum, Cuprum, Platinum, Ferrum, Graphites, Lactic acid, Oxalic acid, Petroleum, etc
Sarcodos (secreções saudáveis/extractos) - Adrenalinum, Insulin, Pancreatinum, Thyroidinum, etc.
Nosodos (tecidos enfermos) - Carcinocin, Medorrhinum, Psorinum, Tuberculinum, Anthracinum, Influenzium, etc.
Outros (formas de energia) - Luna, Sol, X-Ray, Electricitus, etc.
Capítulo 10 – Introdução à prática da homeopatia
Ilustração pedagógica do método homeopático clássico inspiradas na obra do fundador:
Paciente de sexo feminino, 40 anos, não consegue trabalhar há mais de 3 semanas.
Refere que:
- Ao menor movimento, especialmente a cada passo, e pior se piso em falso, sente um choque na boca do estômago, sempre do lado esquerdo.
- Sente-se muito bem ao deitar-se, não sente dor em nenhum lado
- Não consegue dormir a partir das 3 horas da manhã
- Tem bom apetite, mas sente-se mal após ter comido um pouco
- De seguida começa a juntar água na boca, terminando em eructações ácidas
- Tem eructações secas frequentes após qualquer refeição
- De temperamento predisposta à raiva. Quando a dor é forte a paciente fica coberta em suor. A menstruação apresentou-se normal há duas semanas
- Quando a outros aspectos, a sua saúde é boa
Do ponto de vista químico, podemos tentar traçar uma designação de indigestão, gastralgia, biliosidade ou outros nomes que corresponderiam igualmente ao caso.
Do ponto de vista homeopático:
1 – Dor de estômago, dor que agrava ao menor movimento
Belladonna, China e Rhus Toxicodendron produzem pontadas na boca do estômago quando se dá um passo em falso, mas nenhum deles ao menor movimento, como no caso. - Pulsatilla causa pontadas na boca do estômago com o passo em falso, mas é pouco frequente, mas também tem os transtornos gástricos referidos paela pacientes.
Bryonia Alba, apresenta dor originada pelo movimento. Especialmente pontadas na boca do estômago ao se dar o passo em falso
2 – Deitada, sente-se melhor e sem dores
Bryonia tem alívio da dor na posição de repouso
Nux Vomica e Rhus Tox também, mas não se adequam à totalidade do caso
3 – Não consegue dormir após as 03:00
Bryonia também possui esta particularidade
4 – Bom apetite, mas sente-se mal após comer um pouco
Bryonia possui esta particularidade
Tambémn Ignatia, Nux Vom, Mercurius, Ferrum, Belladonna, Pulsatilla, Cantharis
5 – Eructação ácida
Bryonia também tem esta particularidade
6 – Eructação seca depois de comer
Bryonia é dos poucos medicamentos que tem essa particularidade
7 – Estado de ânimo, temperamento predisposta à raiva
Bryonia também tem esta particularidade
Foi prescrito o medicamento Bryonia por ser o que corresponde à totalidade das quixas da paciente. A sua saúde foi restabelecida e regressou logo ao trabalho.
Diferente totalidade de sintomas
É a relação da mente com o corpo, exprime-se por ambos, para além da totalidade matemática exterior da narrativa do paciente para vermos claramente o similimum.
Inicialmente a prática parece ser como disparar uma arma (medicamento) para o ar e ter sorte em atingir o alvo (causal).
A narrativa interior por vezes está na infância ou no inconsciente da pessoa.
Ex: Homens em pânico, ao falar, os olhos arregalam-se e começam a suar. Quer fugir (para não se casar). Refere ser uma questão de sobrevivência. Não tem problemas na relação mas sempre que pensa no casamento tem pânico. Descreve ter medo sempre que tinha de fazer um exame na escola, mudar de emprego. Fica com a boca seca. Repete sempre as mesmas palavras nestas situações, e com as mesmas peculiaridades. Estas peculiaridades recorrentes em situações diferentes vêm da pessoa, da sua narrativa interior e expressam-se na narrativa exterior. Também pode ser metafórico, “sinto como se me estivessem a estrangular”. A estas expressões denomina-mos palavras ou expressões chaves. Investigando mais o caso o paciente refere que tem sonhos de ser perseguido na selva por um animal e caso o apanhasse iria comê-lo.
A medicação não foi: pelo Medo: Lach, Calc, lyc, fluor ac : para medo do casamento, medo da responsabilidade, fugir à relação.
O paciente perdido na selva, só, escuro, assustado, a suar, com sede, a sentir que o animal vai comê-lo foi tratado com dose única de Stramonium 1M. Hoje está casa, saudável e feliz.
O inconsciente não tem máscaras.
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